sábado, 1 de agosto de 2009

Palavras



Não tema as palavras

Exporam-se em tuas mãos
Sem o cobertor subentendido
Vestes caídas no invisível
Segredos do coração

Nas meias palavras

Levam a sinceridade sorrindo
Verdade inculta no poema
No olhar não faço cena
Pedaço cedido

Não trema em palavras

Não entendas mal
Evito óculos escuros
Arrisco o inseguro
Paredes sem cimento e cal

No trem há palavras

Pedaço que já era teu
Amanhecer na espera
Apenas uma entrega
Reflexo em que desnuda o eu

Não ter mais palavras

Como justificar além do olhar
Desculpe o erro
É apenas o jeito
Mania em não calar

Não tens palavras

Sou pequena quando calas
Sou a amiga sem resposta
No vazio que não te importa
Culpo as minhas falas

Não tenho palavras

Deixo agora meus versos ao vento
Em um silêncio que também é meu
Deixo agora meus versos ao vento
Em um silêncio que também sou eu


Raiana Reis

3 comentários:

Saulo disse...

É fantástico. A forma como você consegue se expressar é incrível. O texto tá perfeito, é pronfundo.
Parabéns.

1/8/09 23:10
BRUNO disse...

Nesse poema vc se superou Rayana. Provou o que diz nos versos, não tema as palavras, use-as da melhor maneira possível e faça algo belo com elas. Ficamos assim. rsrssrs Bjs!

5/8/09 08:09
Rebeca disse...

Mto bom!!! Tipo... ... td a ver!! rsrs.

Tô até perdendo o medo das palavras... ;)

5/8/09 16:59
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