segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Subtexto


Diagramas desencontrados não são manuais de instrução. Não estão para ser mapa.
Talvez uma reza, um sussurro, um flash do que já não é retrato.
Talvez uma súplica, uma entrega, uma porta ao que já não é caminho.

Às vezes mais leve do que o que sopra, ou o sonho mais bonito da estátua.  
Às vezes esfinge devorada do próprio enigma.
Para esquecer dicionários não importa a língua.  A mudez é o susto mais transparente da palavra. 

Raiana Reis


6 comentários:

Jaime Guimarães disse...

Saudades dos seus Raios, vizinha!

(há caminhos, mesmo que aparentemente sem nenhum sentido. Lembra do genial Caeiro?

"A luz do sol não sabe o que faz
E por isso não erra e é comum e boa.
(...)
Sejamos simples e calmos,
Como os regatos e as árvores,
E Deus amar-nos-á fazendo de nós
Belos como as árvores e os regatos,
E dar-nos-á verdor na sua primavera,
E um rio aonde ir ter quando acabemos! ..." )

bj :*

10/10/11 11:59
Poeta da Colina disse...

E é tão bom saber que ela é natural.

10/10/11 19:17
Suzi disse...

eu acho que todas as palavras são concebidas no silêncio.

13/10/11 12:53
NEIVINHA disse...

AMIGA SUAS INSPIRAÇOES
BJS SAUDADES

20/10/11 16:24
Denis disse...

Olá.

Belíssimo texto... linhas repletas de subjetividade, que compõem um interessante e desconcertante quadro.
Gostei muito do teu texto... meus parabéns e uma boa noite.

;D

10/11/11 22:46
Luciano Fortunato disse...

o corte da tua nova literatura eleva-a, raiana, à condição de obra de arte. que coisa bonita... bravíssimo!!! ... e, como escreve comedidamente, não incorre em involuntários remakes (rs).

10/11/11 22:58
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