Se...?!


Entre a incerteza e a tentativa, meus sentimentos sempre estarão confessos...

Sinto o quanto as respostas me saciam a sede, me dão o fôlego, permitem um sono mais tranquilo, me tornam completa por não preferir a dúvida, a incerteza, o quase, o talvez...
Conjunções condicionais, pretéritos imperfeitos, um futuro com o tal gosto do pretérito? Decididamente "essa gramática" me inquieta...

Há o tempo ideal pra cada palavra, cada escolha, cada atitude confessa e transparente? Sim, não duvido... Mas também não jogo para o tempo a culpa da hesitação, do passo para trás, das possibilidades soltas ao acaso, da realidade sempre coberta na neblina.

Muitos preferem a ilusão do “talvez”, a suposição do “se” e a conclusão do “quase”. Praticamente colecionam universos paralelos pela resistência ao “tentar”.
Não consigo... Ao menos não por muito tempo... Prefiro a entrega e transparência, a sinceridade sem disfarces, os efeitos colaterais de uma dolorosa desilusão ou a muda incompreensão, que a constante presença do provável indefinido.

Não digo que é o caminho mais fácil, os atalhos levam para uma verdade aparentemente indiscutível, ganha-se o bônus da vida real e perde-se a figurada. Mas quem disse que a vida não é melhor que um conto de fadas? No fim do seu arco-íris pode ter o pote de ouro que você nunca acreditou, só existe coragem quando se supera o medo. A fé move montanhas, mas é o passo à frente que nos leva até elas.
Raiana Reis

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Inquietudes



Sinto por tantas vezes a inquietude da noite, uma sensibilidade sem nome, um desejo de passarinho com asa quebrada...
Desejo de voar além!
Vejo minha mãe dormindo e meus olhos a abraçam como a menina que acorda na madrugada. Pareço dizer que a amo com um gosto antecipado da despedida já esperada.
As horas findam e grita a minha vontade de beber a vida...
Sono,cansaço... Para quê?!
Porque um tempo que se esvai se a sede não seca em mim?
Quero viver a paixão dos horizontes ainda não trilhados
quero!
quero meus sonhos em uma realidade palpável
quero viver mais!
Quero meu reflexo antigo, quero a força pra rugir mais que o leão do dia
Não quero ser o poste no calçadão tumultuado
Preciso ser protagonista da história que ‘inda não foi escrita
Quero um prazer maior que brigadeiro de panela
Acompanhar os passarinhos ao nascer do dia, correr o mundo além da imaginação
Ser mais forte que a corrente que nos leva
E não morrer, mas amanhecer na praia!

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Ela sonhara...





Adormecia... Entre livros e papéis de estudo.
No breve tempo que lhe coube o sono, assim como uma realidade paralela, por surpresa foi levada à companhia de quem em segredo desejava estar.
Estava diante daquele que faz seu coração pulsar numa doçura diferente...
Não parecia um sonho, pois sequer era um momento inatingível, mas a mensagem que o momento trouxera dava sabores de esperança àquele coração que já desistia de sonhar...
Aqueles olhos castanhos pareciam enviar-lhe um carinho, diziam-lhe que saudade sentiu.
E talvez como um gesto subentendido, ele ofereceu-lhe uma canção de melodia suave e de letra apaixonante...
- Ela queria acreditar que suas sensações não eram ilusórias, pois ele nada declarava...
- Ela queria ser a inspiração para aquelas composições... Queria que esse sentimento tão puro fosse correspondido, mas sentia-se amiga da ilusão.
Não que gostasse de alimentar um sonho impossível, mas sempre que buscava apenas a razão, ao encontrar aqueles olhos infinitos ou simplesmente na troca das palavras amigas...
Sentia um 'não sei porque' de amor sincero, que despertava involuntariamente...
O sonho fora breve, mas ao acordar sentia no peito um ritmo saudoso, uma saudade daquele que sequer ainda esteve ao seu lado, mas que cada parte de sua essência fora responsável por esse puro sentimento,
Que ela pouco sabia disfarçar!

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