Nos silêncios destas ruas cálidas,
no breu dos movimentos sôfregos,
no conta-gotas de uma alvorada
eu me encontro
Crua
pura
e inteira
como renascida.
Não ao exceder na noite
ébrios desejos como vestes de trapos marginais
Não em palidez oposta
franzida e recusa
frente aos raios diurnos
Mas ao frescor orvalhado
que exaure - dela
o poder batismal
Plena - em lua
Em lua - plena
Raiana Reis



6 comentários
Amei esse poema, Raiana. Perfeito!!
24/10/10 01:06Olá Raiana! Parabéns pelas poesias! São lindas!
26/10/10 02:33Tenho um blog chamado Literária 15, http://literaria15.blogspot.com , onde há também um espaço para as pessoas postarem poesias.
Gostaria de convidá-la para participar.
Espero sua resposta.
Sucesso!
Como o orvalho que renasce todas as manhãs? (Aliás...se não me engano..ele molha as folhas à noite...)
27/10/10 11:48Ah, achei o seu blog dentre os comentários antigos do meu blog...
27/10/10 11:49o layout do seu está lindo^^
Bom Suzi, não entendi bem seu comentário,sim, embora a liberdade poética permitisse de outra forma, o frescor orvalhado cita justo a aquisição na noite, de luar...
27/10/10 14:37Obrigada pela visita e comentário ao layout. ;)
Olá.
18/4/11 16:27Que bela Poesia!
Uma Poesia feita de noite, de Luar... de Magia.
Meus parabéns e boa tarde.
;D
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